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6 motivos que tornam Israel um ótimo lugar para empreender

Portal da PEGN - 24/02/2015
25 Fev 2015

País tem um dos maiores ecossistemas de startups do mundo. Em Tel Aviv, por exemplo, o governo criou até espaços de coworking

Por Adriano Lira

Em Israel, a vontade de ter um próprio negócio está enraizada na vida das pessoas. No bar, em vez de esportes e paqueras, ideias de negócios dominam as conversas. Se você perguntar a uma criança sobre o que ela quer fazer quando crescer, é bastante possível que ela diga que quer ter uma startup. A opinião é de Lior Krengel, filha de pai uruguaio e mãe brasileira e gestora do The Library, um espaço de coworking mantido pela prefeitura de Tel Aviv – a segunda maior cidade do país, menor que Jerusalém, apenas.

Em visita ao Brasil, Lior concedeu uma entrevista a Pequenas Empresas & Grandes Negócios e falou sobre as iniciativas governamentais de incentivo ao empreendedorismo em Tel Aviv e sobre como uma temporada em Israel, como um todo, pode ser significativa para quem tem (ou deseja abrir) o próprio negócio.

1. Empreender é um sonho

Mais uma vez: abrir um negócio é visto como um sonho pelos israelenses. Uma das táticas mais importantes para quem quer empreender e não sabe onde é listar seus problemas e pensar em uma solução para eles. Esse exercício faz parte da vida da população local. Uma viagem a Israel pode fazer com que um brasileiro adquira o mesmo hábito e se inspire para empreender.

2. O governo facilita a vida

Lior afirma que a prefeitura de Tel Aviv estimula bastante o empreendedorismo. O The Library, espaço de coworking que ela administra, é um exemplo claro disso. "Cobramos US$ 80 por mês por pessoa que usa as nossas instalações. Em um coworking privado, um empreendedor pagaria cerca de dez vezes mais", diz. Segundo ela, o interesse nos negócios também traz benefícios para Tel Aviv. "Ao apoiar os empreendedores, o governo espera solucionar problemas da cidade."

3. O ecossistema é forte

A cidade de Tel Aviv é considerada um dos polos de startups mais famosos do mundo.  Para se ter uma ideia da força do setor, há até passeios, organizados pela secretaria de turismo local, pelo circuito de startups do município. Em um local como esses, é mais fácil encontrar pessoas dispostas a ajudar quem está começando.

4. Eles são mais sinceros que nós

Por ter mãe brasileira, Lior morou aqui por alguns anos. Segundo a gestora do The Library, os brasileiros não gostam muito de fazer críticas diretas. "Em Israel, não temos esse problema. Pode parecer rude, mas ao falarmos que tal ideia é ruim, um empreendedor pode entender mais cedo que precisa melhorar alguns pontos de seu projeto, por exemplo", diz.

5. A falência é valorizada

No Brasil, um empreendedor que vai à falência ainda é considerado um fracassado. Em Israel, de acordo com Lior, as coisas funcionam de forma diferente. Não é que as pessoas gostem de falhar por lá, mas o erro é mais valorizado. "Um empreendedor que 'quebrou' provavelmente não cometerá os mesmos erros de novo", diz.

6. Startups no passaporte

A prefeitura de Tel Aviv quer que empreendedores não viajem a Israel apenas para aprender, mas para ganhar algum dinheiro no país. Para isso, o governo municipal defende a criação de um "visto para startups", com um tempo de permanência menor que o concedido a trabalhadores definitivos, mas que permita o trabalho remunerado.

 

Veja mais em: http://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2015/02/6-motivos-que-tornam-israel-um-otimo-lugar-para-empreender.html

 

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