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Boa ideia atrai apaixonados por delivery


26 Mai 2015

Por Canal do Empresário

Existem muitas definições para inovação. Uma delas é a quebra de padrões, outra diz que é encontrar novas maneiras de fazer algo que já é feito há muito tempo ou ainda encontrar soluções para os problemas, se antecipar a eles. Não é necessário inventar algo. Akio Morita, co-fundador da Sony Corporation, dizia que inovação é fazermos melhor o que fazemos hoje, de forma que se torne obsoleto.

Quem nunca pediu uma pizza ou comida chinesa em um sábado à noite? Esses pedidos, até pouco tempo atrás, eram feitos apenas por telefone. Com o passar dos anos e o surgimento da internet, pôde-se começar a fazer os pedidos pelos sites das empresas. E agora, com os smartphones, surgiram as ideias dos pedidos de delivery por meio de aplicativos.

Como exemplo de inovação nesse negócio de delivery, pode-se citar a empresa iFood, que criou o aplicativo com o mesmo nome em 2011. A ideia surgiu da DiskCook, uma central telefônica que gerencia pedidos de entregas de refeições em domicílio para restaurantes de alto padrão.

O empresário Patrick Sigrist, o fundador, percebeu que este modelo poderia funcionar melhor caso os pedidos fossem realizados pela internet e não pelo telefone.

Hoje o iFood tem cerca de 140 funcionários distribuídos nos escritórios de São Paulo, Jundiaí e Campinas. “A empresa cresceu 400% no último ano. Saímos de 100 mil pedidos por mês para 500 mil. Fizemos importantes movimentos, como a fusão com o Restaurante Web e as aquisições dos players regionais Paparango, Alakarte e Apetitar. Para 2015 a meta é dobrar de tamanho e manter a liderança Nacional na categoria de delivery online. Esse crescimento reforça que o delivery online cada vez mais faz parte da vida do brasileiro e já virou um hábito, principalmente nas grandes capitais”, conta o CEO, Felipe Fioravante.

Fioravante considera a inovação uma das características mais importantes do aplicativo iFood. “Criar novas soluções para salvarem as pessoas da fome é o que fazemos no nosso dia a dia. É uma solução que vai de encontro às necessidades das pessoas.”

O CEO diz que apesar das dificuldades iniciais, todos que ouviam falar sobre o aplicativo sabiam que a ideia era muito promissora. “Tivemos alguns tropeços que fazem parte da administração do negócio. Errar faz parte de qualquer operação das empresas, o importante é corrigir rápido.”

Existem outras empresas com o mesmo produto, mas, apesar da inovação, o maior concorrente do iFood ainda é algo que parece antigo, o telefone. “Hoje ainda 90% dos pedidos são realizados por este meio e precisamos convencer as pessoas de que pedir comida por aplicativo é muito mais fácil e prático”, explica Fioravante.

 

A empresa, que teve investimento inicial de R$ 5 milhões, não abre seu faturamento, mas diz que gera um valor transacionado de R$ 300 milhões ao ano aos restaurantes cadastrados. Bom para todos os envolvidos: iFood, restaurantes e o consumidor, que vê na praticidade do aplicativo, uma forma rápida de matar a fome.