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Educação na mira de startups


19 Mai 2015

Por Canal do Empresário

Um grupo de pessoas com uma ideia diferente, capaz de iniciar uma empresa, colocá-la em funcionamento e, principalmente, gerar alto lucro. Isso pode definir basicamente o que é uma startup.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem no Brasil mais de 10 mil startups, que movimentaram, só em 2012, quase R$ 2 bilhões. Já sucesso no país, muitas dessas startups são voltadas a um dos temas prioritários nas famílias brasileiras, a educação.

Fundada em dezembro de 2014 por quatro sócios, a Ponto Educa funciona como um programa de milhagem que ajuda as pessoas a pagarem seus estudos, da educação básica à pós-graduação, incluindo idiomas e cursos profissionalizantes.

O CEO, Rafael Tobar, que já trabalhou em diversas instituições de ensino, conta que a reclamação da falta de recursos dos alunos sempre foi uma grande preocupação. “O papel do Ponto Educa é reunir empresas e cidadãos que simpatizem com a causa educacional como projeto para o país e para as pessoas.”

A empresa permite que as compras realizadas pelos usuários nas empresas que apoiam o programa gerem créditos educacionais, sob o formato de pontos, para o pagamento das mensalidades escolares. Ela comercializa e cobra uma taxa de administração sobre os Educas (as moedas educacionais que servem exclusivamente para pagar cursos e boletos do Fies). Os Educas são como um vale-educação que os usuários ganham na empresa onde trabalham, em compras, por indicar amigos e pelas notas do Enem. “É como em uma empresa de cartão de crédito, que cobra dos estabelecimentos que recebem os clientes com o cartão”, explica.

Tobar espera atingir em três anos cerca de 10% dos usuários que consomem educação privada do país, ou seja, 3 milhões de pessoas.

O investimento foi de R$ 100 mil dos próprios sócios, mas a empresa é apoiada pelo Projeto Visão de Sucesso, criado pela Endeavor Brasil (organização de fomento ao empreendedorismo).

Outra empresa que nasceu do sonho de colaborar com uma educação de qualidade para a população foi a Kiduca, já com três anos de fundação. A empresa criou uma plataforma educacional baseada em games e fundamentada nas diretrizes curriculares nacionais. Esses games motivam alunos do ensino fundamental a estudarem mais e de forma lúdica.

“É um ambiente virtual que simula uma cidade e seus bairros, cada um correspondendo a uma área de conhecimento. Dentro d cidade, o professor e os alunos podem se encontrar online e trocar informações e conhecimentos”, explica Jorge Proença, um dos dois sócios da Kiduca.

A ideia, segundo Proença, partiu de um trabalho de inclusão digital fito por uma ONG no interior de São Paulo, ao qual foi fundador. “Mais de 100 mil alunos de escolas públicas foram atendidos e a carência tecnológica na área pedagógica era o próximo desafio a ser superado. A grande dificuldade das Startups é a quebra de paradigma numa área muito tradicional cuja a formação ainda não contempla o uso de tecnologia e a linguagem dos games como item fundamental.”

Após fazer o projeto em uma escola pública da cidade de Iperó, os sócios perceberam que haveria adesão. Foi aí que procuraram as aceleradoras de impacto. “Fomos acelerados pela Artemisia e pela Endeavor (Visão de Sucesso). Mais recentemente fomos acelerados pela PIPA dentro do programa do MCIT Startup Brasil.”

Hoje a empresa tem cinco funcionários e três consultores e já está no mercado com 13 escolas particulares como clientes e 54 escolas públicas utilizando a plataforma.

Para o início, de acordo com Proença, o investimento veio por parte dos sócios que, desde 2011 apostam no empreendimento. “Nós recebemos investimentos não monetários das aceleradoras que se transformaram em consolidação da marca, fortalecimento da estratégia e alinhamento do nosso produto as necessidades do mercado. Mais tarde tivemos também o investimento de R$ 200 mil do programa Startup Brasil.