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11 Jul 2016

Por Revista DesenvolveSP - edição 4

Companhia de software cria sistema de gestão que engloba todas as partes da cadeia produtiva do setor automotivo

Você já ouviu falar em “virabrequim”? Muitas pessoas conhecem essa peça automotiva como o “coração do carro” ou a “alma do motor”. Para a Connexae, empresa de tecnologia paulistana, Virabrequim é sinônimo de sucesso! Não, eles não fabricam a tal peça, Virabrequim é o nome dado ao principal sistema desenvolvido pela companhia e já presente em mais de 20% das oficinas mecânicas da cidade de São Paulo.

Redução de custos, agilidade, pronto atendimento, facilidade e fidelização de clientes são algumas das propostas oferecidas pelo Virabrequim, da Connexae, ao empresário do setor automotivo. O programa de gestão CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente, na tradução) foi desenvolvido especialmente para oficinas mecânicas e liga toda a cadeia produtiva do setor automotivo. Com foco nas pequenas e médias empresas, o sistema da Connexae já está presente em quase mil oficinas mecânicas, segundo o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP).

A Connexae nasceu da união de conhecimento de dois sócios: o programador Nilson Nardi, e sua experiência em mais de 10 como desenvolvedor de sistemas de administração, e o relações públicas Wilson Macorin, com sua expertise adquirida no grupo Microsoft, entre outros lugares, como RP e distribuidor para grandes empresas. Voltada para arquitetura e desenvolvimento de softwares e aplicações, a Connexae oferece soluções customizadas de administração de processos, de desempenho, de distribuição e logística e de serviços.

Segundo seus criadores, o Virabrequim é mais do que um sistema de gestão para oficinas mecânicas.

Ele chega às montadoras, fabricantes, distribuidores de autopeças, profissionais do setor e proprietários de veículos, tudo num único espaço usando a tecnologia de Cloud Computing (computação em nuvem). “Criamos um produto diferenciado para o mercado. Esse é um sistema pioneiro”, diz Macorin, que além de sócio é responsável pelo setor comercial e suporte da Connexae.

O sistema oferece ao empresário segurança, versatilidade e facilidade para gerir os negócios e permite angariar e gerar informações em tempo real que podem ser utilizadas tanto para ações de reposição de peça de maneira mais ágil, quanto usar o histórico de visitas no relacionamento com os clientes, como ainda poder incentivar a manutenção preventiva periodicamente, por exemplo. Entre as funcionalidades disponíveis estão o gerenciamento de orçamentos, compras, estoques, contas a pagar e a receber, faturamento com emissão de nota fiscal, entre outras.

O investimento da dupla de empreendedores no setor não foi ao acaso. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), apesar da crise, a indústria brasileira de autopeças faturou R$ 63,2 bilhões em 2015. Para este ano, há estimativa do setor é de aumento em torno de 1,3%. Além disso, com a possibilidade de se firmar no ramo em um Estado como São Paulo, onde a frota total de veículos licenciados passa dos 24 milhões de unidades, com milhares de oficinas, lojas e afins, dá como certo o sucesso da ferramenta.

Como toda inovação, o Virabrequim gera algumas dúvidas em profissionais mais tradicionais, acostumados a telefones e papéis. No entanto, para Nilson Nardi, é questão de tempo para o sistema vencer essa barreira. “Há uma nova leva de mecânicos-empresários chegando, mais antenados. Quem já está aí ou vai evoluir, ou vai sair do mercado. Não há mais espaço para o cara que só ficava debaixo do carro e fazia pedidos por papel”, afirma o sócio.

Em 2016, a Connexae pretende multiplicar o número de sistemas instalados já no primeiro semestre. Mas, para crescer, é necessário investir. Para isso, a empresa buscou um financiamento de longo prazo na Desenvolve SP. Com o novo recurso, os sócios esperam aumentar em 18% o faturamento este ano. “Temos um planejamento consciente para este ano. Vamos trabalhar forte e deixar que o produto continue falando por si só, para ganhar a confiança do mercado”, diz Macorin.

Fonte: Revista DesenvolveSP - edição 4, p.25